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Freguesia - Economia
Esta é uma freguesia, tal como muitas outras, cuja economia local assenta no sector primário. Embora pouco atractiva para os mais novos, a agricultura, de tipo familiar e artesanal, emprega um importante volume de mão-de-obra, sobretudo na produção vitivinicultura. É a terra onde se produz grande parte da uva que sustenta a fama do Vinho Madeira. Em 1999, o número total de explorações agrícolas era de 149 para uma superfície agrícola utilizada de 46 hectares e uma superfície agrícola não utilizada de 10 hectares.
A par da restauração, desenvolvem-se na freguesia outras actividades ligadas ao pequeno comercio, a alguns serviços e à pequena industria, em sectores como a construção civil, panificação, serralharia, móveis, blocos de betão. Na verdade, a construção civil e os serviços são as áreas do tecido económico local que mais emprego e riqueza geram.
Em termos de artesanato têm maior expressão os bordados, as obras de vime, a cestaria e os trabalhos de ferreiro, latoeiro, tanoaria e as artes plásticas.
Segundo dados do INE, a freguesia do Estreito de Câmara de Lobos regista uma taxa de actividade de 42,1%.
 
 VINHO
A história diz que o cultivo da vinha foi introduzido na Ilha da Madeira por ordem do Infante D. Henrique logo no início do povoamento. Desde então assume um
papel importante na economia, traçando o destino da ilha e moldando a sua cultura. Além da primeira casta, a Malvasia, importada de Creta, cultivam-se na ilha mais trinta espécies de vinha. São geralmente tratadas à mão, já que as terras são traçadas em sucalcos e é impraticável o uso de máquinas. Este facto encarece naturalmente o produto.
No século passado as pipas com o vinho eram transportadas em "corsas" desde os lagares, onde as uvas tinham sido pisadas, até ao mar para o embarque nos barcos que levavam o vinho para a Europa e América.
Para manter a excelência do vinho durante as longas viagens por mar aqueciam as pipas, o que além de conservar o vinho lhe dava um sabor torrado muito especial. A princípio o aquecimento ficava a cargo do sol da ilha, actualmente é feito em estufas especiais, de temperatura controlada.
O comércio do vinho Madeira esteve de início nas mãos dos Jesuítas, que eram donos de grandes propriedades e vinhedos. Mas o impulso comercial decisivo foi dado pelos ingleses que o vendiam para muitos países estrangeiros. Nos fins do século XIX uma grave crise, provocada por doenças que atacaram as vinhas, forçou as empresas a associarem-se para sobreviverem. Dessa associação nasceu a "Madeira Wine". Hoje, o vinho Madeira, reconquistou o seu lugar como um dos melhores vinhos do Mundo.
Um dos produtos marcantes da agricultura madeirense é o cultivo da vinha.
Na produção de vinhas pode-se encontrar vários tipos de castas: Malvasio, Jaqué, Negra-mole e Canim que vão dar origem aos afamados vinhos Madeira.
O vinho da Madeira é uma das fontes de riqueza da Ilha, tem muita fama e é exportado para todas as partes do Mundo.
Ao longo dos tempos tem havido o cuidado de preservar e melhorar as castas para que o vinho da Madeira continue a ter o seu lugar no topo dos melhores vinhos mundiais.
Nas encostas e em gigantescos anfiteatros sempre verdejantes espalha-se o casario.
Junto a cada casa, a parreira, o castanheiro ou o moderno alegrete de flores: anseio de beleza e suavidade, após uma tarefa cansativa e magnifica.
Uma das maneiras de promover o vinho da Madeira, junto dos turistas que nos visitam, é através da festa da vindima. Festa esta, que tem lugar todos os anos numa Quinta do Estreito de Câmara de Lobos, onde os turistas podem participar na apanha da uva e bailar sobre ela nos lagares.
No princípio do século o transporte do vinho, dos lagares para as adegas, era feito em "borrachos", feitos da pele inteira de cabra, que depois de ser curtida é virada do avesso.
A cabra é morta pelo ouvido para que a pele seja toda aproveitada. Pela boca sai todo o interior do animal e fica ela a servir de gargalho. O descarnamento é feito de maneira tão hábil que até as unhas vêm aderentes aos membros. O pelo é cortado e todos os orifícios cozidos, excepto o da boca. A pele é voltada com a carnação para fora, enchida de ar, esfregada com sal e exposta durante muitos dias ao calor do sol, para secar. Um borracho depois de pronto têm uma capacidade de um barril de 45 litros.
Os borracheiros, homens que transportavam os borrachos às costas, tinham um cantar cadenciado, de acordo com a marcha que faziam dos lagares para as adegas. Era um cantar triste mas de enorme beleza.
O Vinho Madeira, celebrado por poetas e apreciado por monarcas, príncipes, generais, exploradores, tornou-se no embaixador da Ilha e quem o prova uma vez torna-se seu apreciador - como aconteceu com o duque Clarence que, segundo a lenda, ao ser preso na Torre de Londres e condenado à morte escolheu morrer afogado numa pipa de vinho Madeira. Entre finais do séc. XVIII e princípios do séc. XIX, houve uma grande procura que fez nascer da água e do fogo quantidades apreciáveis de vinho velho. Depois foi o fastio em 1814. Mais tarde a natureza fez acabar com as cepas de boas qualidade, fazendo-as substituir pelo produtor directo que se tem mantido lado a lado com as cascas europeias.
Actualmente retornou-se ao passado com a volta das castas tradicionais. Conforme as propriedades de cada uma, assim a altitude que requerem. Enquanto que a Sercial se dá melhor a mais de 500 metros acima do nível mar, outras preferem altitudes mais baixas. As vinhas importadas rapidamente adquirem características próprias, o que se deve tanto à composição do solo como ao clima.
Os vinhos Madeira, distinguem-se pelas castas:
Sercial: um vinho seco com aroma que refresca o paladar e constitui um excelente aperitivo.
Verdelho: um vinho muito seco, de aroma penetrante; constitui um excelente aperitivo.
Boal: um vinho meio doce, de paladar rico e aroma penetrante; pode ser servido com queijo, doces ou depois do jantar.
Malvasia: um vinho doce de cor carregada, textura macia, quase gordurosa; um vinho para coroar a refeição com o café.
Terrandez: um vinho com características de transição entre o verdelho e o boal, de textura macia e delicadeza no aroma; um vinho ideal para beber em ocasiões especiais. 
 

 

  
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